A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou hoje que não será possível sem a saúde, a Aids e os direitos humanos colocar fim à estigmatização dos portadores de HIV.
"Qualquer resposta ao HIV necessita que se garanta o respeito aos direitos humanos... O direito à saúde é básico para atuar contra o HIV", ressaltou a diretora geral da OMS em uma declaração hoje. Lembrou ainda que atualmente os tratamentos antirretrovirais só são acessíveis para um terço das pessoas que os necessitam.
"Inclusive com a expansão dos programas para evitar a transmissão do vírus HIV de mães para filhos, em 2009 só 53% das mulheres grávidas contaminadas com o vírus receberem tratamentos para evitar que seus filhos fossem infectados", acrescentou.
O responsável da OMS ressaltou também que "o estigma e a discriminação que minam os esforços para ajudar no combate a Aids".
"O medo de serem rechaçados por familiares e amigos, marginalizados em suas comunidades ou que tenham negada uma oportunidade de emprego ou outros serviços são razões para que as pessoas não façam testes da Aids ou para que não vão aos serviços de tratamento". assinalou.
Destacou que "ao não proteger-se os direitos humanos cresce a vulnerabilidade e isso leva a epidemias de HIV. Na África vivem 80% de todas as mulheres e meninas infectadas pelo vírus. Na Europa do Leste, mais de 50% dos casos se dão entre toxicômanos por via intravenosa. E na França, Holanda e Espanha, ao redor de um terço das novas infecções se concentram nos imigrantes".
A diretora geral da OMS denunciou entre outras violações dos direitos humanos que impedem lutar contra a Aids, o que ocorre em cerca de 80 países, estão a criminalização das relações homossexuais, e em seis países castigadas com a pena de morte".
"Em outros 50 países se impõem restrições para viagens ou residência aos portadores do HIV, e em muitos países os toxicômanos são enviados a prisão", acrescentou.
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