domingo, 28 de novembro de 2010

Menina entrega cartinha de agradecimento a policial

Depois de um dia inteiro de operações no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, o inspetor Ricardo Melani, da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core), trazia em mãos na tarde deste domingo (dia 28) o que ele dizia ser sua melhor recompensa: uma cartinha entregue por uma garotinha de 7 anos. Escrita a lápis, a menina agradece o trabalho da polícia na comunidade que foi invadida pela manhã. "É maravilhoso. Uma recompensa por todo o perigo que a gente corre", conta o inspetor.
Melani diz ter ficado "emocionado" ao receber a cartinha, que estava dobrada em forma de "foguetinho", porque a menina tem 7 anos, a mesma idade do filho do policial. "Bom saber que a população está do nosso lado." Na mensagem, a criança diz: "Estou feliz porque entraram sem dar um tiro. Estão de parabéns. Obrigada pela nossa segurança. Eu tenho 7 anos. Obrigada, policial".
De acordo com o inspetor, a carta foi entregue em uma das entradas do Complexo de Favelas do Alemão, quando a a equipe dele recolhia motos apreendidas. "Já estávamos no final da operação e ela veio com a carta." Ele promete guardar a mensagem e mostrar ao filho. "Ele me tem como herói."

TJ autoriza transferência de traficante para prisão federal fora do Rio


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro divulgou que já foi dada a autorização para que o traficante Eliseu Felício de Sousa, o Zeu, seja transferido do Rio para um presídio federal em outro Estado.
Ainda não foi informado se ele irá para Catanduvas, no Paraná, ou para Porto Velho, em Rondônia. O TJ informou ainda que a transferência só será feita, depois de autorizada pela Justiça Federal.
O traficante Zeu, um dos condenados pela morte do jornalista Tim Lopes, foi preso na tarde deste domingo (dia 28) no Complexo do Alemão. Ele foi detido em casa após a polícia receber uma denúncia anônima. Eliseu Felício de Souza estava com a mulher e a filha dentro de casa, na localidade de Coqueiro.
A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiadas em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais.
A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.
Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva na última quinta-feira (25) na Vila Cruzeiro, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho Complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.

Apreensão de armas e drogas já é considerada a maior da história do Rio de Janeiro

De acordo com o relações públicas da Polícia Militar, coronel Henrique Lima Castro, a apreensão de armas e drogas feita neste domingo (dia 28) no complexo do Alemão já é a maior da história do Estado do Rio de Janeiro. Informou que ainda é impossível contabilizar as apreensões, mas a quantidade é a maior já verificada pela polícia em um único dia. Até as 20 horas, a Secretaria de Segurança Pública do Rio havia contabilizado 40 toneladas de maconha. Por volta das 19h30, todo o material apreendido na operação de hoje era apresentado no Batalhão de Olaria (16º BPM) e será levado para a Delegacia da Penha (22ª DP). Somente em uma casa de quatro cômodos da favela da Grota, que integra o complexo, havia 10 toneladas de maconha. A grande quantidade dessa droga exala um forte cheiro.
Foram encontrados ao menos 34 fuzis (um deles de fabricação austríaca, com grande poder de fogo), enorme quantidade de munição de vários calibres, coletes à prova de balas e porta-munição, duas prensas de grande porte, um liquidificador industrial e vários domésticos (usados para misturar pasta base de cocaína), balanças, mísseis, granadas, lança-bombas e carregadores com capacidade para cem balas de fuzil. Um dos fuzis tinha um adesivo do cantor de reagge Bob Marley e outros registravam o nome de seus donos.
Centenas de policias lotam o pátio do Batalhão de Olaria. Do lado de fora, há também grande quantidade de curiosos, inclusive com crianças. Alguns tiram fotos com carros blindados do Exército. O clima é de comemoração.
A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiadas em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais.
A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.

Um soldado da UPP da Cidade de Deus foi baleado neste domingo

Um soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi baleado na tarde deste domingo (dia 28) durante abordagem policial dentro da comunidade. De acordo com as primeiras informações, o soldado Macedo foi atingido na perna por um suspeito.
Ele foi levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, medicado e liberado. Até as 18h30, ninguém tinha sido preso. O caso está sendo registrado na 32 DP, na Taquara.

Até arara e tucano são apreendidos em domínio do tráfico

Desde o início da manhã deste domingo (dia 28),  além da grande quantidade de drogas e de armas localizadas no Conjunto de Favelas do Alemão desde que os cerca de 2.700 homens das polícias Civil, Militar, Federal e do Exército tomaram o morro apreenderam também uma arara na casa de um traficante.
A arara localizada neste domingo não foi o primeiro animal silvestre de traficante apreendido durante operação das forças de segurança no Rio. Na sexta-feira (dia 26), um tucano foi achado na casa do chefe do tráfico na comunidade de Vila Cruzeiro. O criminoso é acusado de ser o responsável pela queda de um helicóptero da polícia ano passado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte.

"O Alemão era o coração do mal"

A afirmação foi feita pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, em coletiva à imprensa por volta das 20h05 deste domingo (dia 28). Informou ainda que não há balanço de presos, feridos e apreensões após as operações no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Para o secretário a operação alcançou seu principal objetivo. "Marginal sem casa, marginal sem arma, marginal sem território, marginal sem moeda de troca é muito menos marginal do que era antes".
Beltrame demonstrou satisfação com os resultados alcançados após a megaoperação que reuniu mais de 2,5 mil policiais militares, federais, civis e o Exército. "Não vencemos a guerra, mas vencemos a mais importante e difícil batalha".
"A recuperação do território é uma função e objetivo que estabelecemos como um dos principais propósitos da nossa política. Não vamos nos afastar disso. Se gerou uma expectativa de solução para um problema. A partir daí acredito cada vez mais que nós conseguiremos vencer essa luta, vencer esses problemas", declarou.
O secretário agradeceu a participação de todos os envolvidos na ação. "Nada seria possível nessas circunstâncias sem este esforço e participação que se fazem presentes, considerando aí também a Secretaria estadual de Saúde e Corpo de Bombeiros. A Secretaria (de Segurança) não vai abrir mão de qualquer tipo de ajuda, porque esse não é um problema só da Segurança, mas de toda a  socidedade de bem contra a crime".
Beltrame garante que ainda há muito a se fazer. "Não resolvemos todos os problemas, a caminhada é grande, tem muito que se fazer, mas se deu passo importante".
A ocupação no Alemão é por tempo indeterminado, segundo ele. "Posso garantir que aquela área vai permanecer ocupada, vai permanecer policiada".
Além de Beltrame, também participaram da coletiva o superintendente da Polícia Federal, Ângelo Gioia, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Vital, e general Adriano Pereira Júnior, do Comando Central do Leste.

Traficante se fantasia para fugir do Complexo do Alemão mas é preso

O traficante Vitor Roberto da Silva Leite, de 27 anos, conhecido como Vitinho, conseguiu fugir do Complexo do Alemão vestido de mata-mosquito, os agentes de saúde que combatem a dengue, na manhã deste domingo (dia 28), mas após denúncia anônima acabou sendo preso nesta tarde na casa de uma tia, na Favela da Chatuba, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Quando foi preso, Vitinho estava dormindo.
Ele é acusado de tráfico e homicídio e apontado como um dos chefes do tráfico da comunidade Jorge Turco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a polícia, Vitinho teria tentado fugir ontem disfarçado com uniforme de funcionário responsável por pulverizar áreas no combate a mosquitos.
O traficante foi levado para o 16º Batalhão de Polícia Militar, em Olaria. Apresentado para a imprensa, ele disse que era inocente. "Não tenho nada a ver com isso", afirmou, em relação às acusações de tráfico e homicídio.

Polícia finca bandeira do Brasil no alto do Morro do Alemão para sinalizar a retomada do Poder Público do território

A polícia hasteou uma bandeira do Brasil e outra do Estado do Rio de Janeiro no início da tarde de hoje no ponto mais alto do Morro do Alemão, na zona norte da capital fluminense. Segundo a Agência Brasil, o delegado Ronaldo Oliveira, chefe das delegacias especializadas, afirmou que o hasteamento das bandeiras significa a posse oficial do terreno pelo Poder Público. As bandeiras foram hasteadas na torre do teleférico que está sendo construído para ligar os diversos morros da região.
O relações públicas do Bope, capital Ivan Blaz, confirmou que continuam sendo feitas buscas aos criminosos, inclusive na rede de esgotos da região, por onde os traficantes poderiam estar fugindo. Com informações da Agência Brasil.

Secretário diz que se chegou no Alemão, vai retomar Rocinha e Vidigal

O secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, em entrevista concedida na noite deste domingo (dia 28), afirmou que "se chegamos no Alemão, vamos chegar na Rocinha e no Vidigal".
Beltrame disse ainda que "não resolvemos todos os problemas", mas que as ações de hoje foram um grande passo. "Derrubou-se uma crença de invencibilidade", ressaltou. "Vencemos a mais importante e mais difícil batalha."
Informou ainda que não há um balanço completo da operação, uma vez que as buscas e apreensões continuarão nos próximos dias.
Respondendo sobre uma possível fuga de bandidos do Complexo do Alemão, Beltrame afirmou que "marginal sem arma, sem casa, sem território é menos marginal".
A Delegacia de Roubos e Furtos de Carga da Polícia Civil (DRFP) apreendeu em uma só casa na favela da Grota sete toneladas de maconha somente neste domingo. A droga estava distribuída pelos dez cômodos da casa. Além disso,  a DRFP apreendeu em outras localidades cerca de 200 quilos de pasta de cocaína e mil tubos de lança-perfume.

PM diz que operação no Complexo do Alemão pode durar meses

Foto: Internet
Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio, a operação policial no Complexo do Alemão pode durar meses. "Desde o começo dissemos que não resolveriamos tudo no mesmo dia. Temos um trabalho muito longo pela frente. Estamos verificando todas as possibilidades de encontrar pessoal e material. Nós precisamos checar tudo e agora é hora de fazer isso".
O comandante da PM disse ainda que a população não assistirá mais à "procissão do mal", citando as imagens de dezenas de criminosos fugindo da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão, exibidas na quinta-feira (dia 25).
"Hoje nós temos a certeza de que quando o Estado quer ele pode", acrescentou.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), destacou neste domingo a união de forças para combater o tráfico no Rio de Janeiro, mas lembrou que "esse trabalho é de médio e longo prazos".
O capitão Ivan Blaz, relações-públicas do Bope, confirmou que há famílias feitas reféns por traficantes no interior do complexo. Segundo ele, policiais estão vasculhando todas as ruas e buscando prender criminosos.
"Como não houve confronto, os marginais covardemente não cumpriram o que falaram durante a semana", afirmou.

Disque-Denúncia ajuda PM a localizar laboratório de cocaína no Alemão

O Disque-Denúncia, através de denúncias, ajudou Polícia Militar localizar uma vila com três casas na favela do Complexo do Alemão conhecida como Fazendinha.
No endereço uma das casas funcionava como uma espécie de hotel, onde os traficantes descansavam.
Numa segunda casa, os policiais encontraram armamentos e coletes à prova de bala.
Na terceira, funcionava um laboratório para refino de cocaína.
Nas três casas, segundo o coronel Lima Castro, chefe de comunicação da PM, havia animais silvestres, como tucanos.

UPA é reaberta hoje no Complexo do Alemão

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi reaberta hoje às 13 horas no Complexo do Alemão, localizada na estrada do Itararé, na zona norte do Rio de Janeiro. A unidade estava fechada desde as 19 horas de sábado por questões de segurança
A UPA oferece atendimento de urgência e emergência para moradores do Complexo do Alemão. Com a reabertura, volta a ser a unidade de serviço de pronto atendimento mais próxima para assistência da população na região. No local há um helicóptero para transferências de pacientes, caso haja necessidade.
O secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes, decidiu na manhã deste domingo liberar para o público em geral 20 dos 40 leitos do Hospital Estadual Getúlio Vargas que estavam reservados para o atendimento de possíveis feridos durante a ocupação do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Ambulâncias do Samu e do Corpo de Bombeiros já estão autorizadas a direcionar para a unidade ocorrências de outras localidades.
A decisão de diminuir o nível de alerta no hospital foi anunciada porque até o final da manhã deste domingo ainda não havia sido registrado nenhum ferido no confronto entre as forças de segurança e criminosos do Complexo do Alemão. Após a ocupação do morro, ocorreram apenas tiros esparsos no local.
Durante toda a manhã, apenas duas pessoas deram entrada no Getúlio Vargas, em ocorrências sem relação com a operação policial. Uma delas era uma mulher que se machucou em uma queda. A outra, um homem que se feriu mexendo em uma gaiola.
A secretaria estadual de Saúde do Rio afirmou que um homem ferido na manhã deste domingo no Complexo do Alemão já chegou morto ao hospital Getúlio Vargas, na Penha. O homem, não identificado, foi atingido em confronto com policiais e levado ao hospital por volta das 11h45.
Também foi preso um homem conhecido como Cris, que, segundo a polícia, seria gerente do "pó de dez" (cocaína vendida a R$ 10) na região.

Mais suspeito é preso no Alemão

As Forças de Segurança que ocupam o Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, prenderam um criminoso no início da tarde deste domingo (dia 28) com uma tatuagem em homenagem ao traficante Fernandinho Beira-Mar. No braço esquerdo do criminoso está tatuado o nome "Fernandinho Bera Mar", com erro de grafia, claro...rs.

Governador afirma que Rio está 'virando uma página' na história

Fotos: Internet
O governador do Rio, Sérgio Cabral, em entrevista à TV Globo, por telefone, por volta das 13h50 deste domingo (dia 28), afirmou que com a ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão “o Rio de Janeiro está virando uma página”.
Cabral agradeceu todo o apoio que recebeu durante a ocupação no Alemão. "Minha mensagem é de agradecimento a nossos policiais militares, civis, federais, aos nossos militares, à prefeitura e população do RJ à recuperação de território, recuperação da paz de uma área tão importante de nossa cidade".
Segundo ele, o trabalho ainda não terminou. "Não tenha dúvida que esse trabalho é de médio longo prazo. O secretário Beltrame nunca escondeu da população que nós temos como objetivo recuperar 30 anos de favelas, 30 anos de confusão".
E completou: "Não tenha dúvida, é um trabalho longo. Temos que ter um percentual de inspiração, mas muita transpiração. Esse resgate não era completo enquanto não levássemos Segurança Pública e paz à população do Complexo do Alemão. É um passo decisivo para nosso governo".

Assassino de Tim Lopes é preso no Complexo do Alemão

ALEXANDRO AULER/AE/AE
As forças de segurança que estão no Complexo do Alemão prenderam agora a tarde um dos assassinos do jornalista Tim Lopes, da TV Globo. Elizeu Pereira, conhecido como Zeu, participou do crime, cometido em 2002, e era membro da quadrilha de Elias Maluco, um dos chefes do Comando Vermelho. De acordo com a polícia, Zeu estava em uma região chamada de Coqueiral e ameaçou resistir. Encontrado em casa, acabou se entregando, pois não estava armado e foi preso. Ele é foragido da Justiça e cumpriu apenas cinco dos 23 anos de prisão aos quais estão condenado.
Investigações apontaram que Zeu comprou a gasolina que queimou Lopes, repórter policial que entrou disfarçado na favela para buscar informações sobre exploração sexual de menores em bailes funk patrocinados pelo tráfico.
O bandido foi beneficiado com a progressão para o regime semiaberto em 2007 e não retornou mais à prisão.
Foto: Internet
O traficante Zeu participou também da ação que derrubou o helicóptero da Polícia Militar e na invasão Morro dos Macacos, em Vila Isabel (zona norte do Rio), em outubro do ano passado, segundo inquérito da Polícia Civil.
O Disque-Denúncia do Rio estava oferecendo uma recompensa de R$ 10 mil por informações que ajudassem a localizar e prender o traficante Zeu.
Em agosto deste ano, o programa " Fantástico", da TV Globo, mostrou imagens de Zeu vendendo drogas e circulando de moto pelas ruas do morro do Alemão.
Pouco depois de ser apresentado no 16º BPM (Olaria), por volta das 16h30 deste domingo (dia 28), o traficante foi vaiado pela população. Em coro, moradores do Alemão diziam: "Zeu, cadê o machão?".

Pai entrega filho traficante as forças de segurança

Fotos: Internet
Um dos chefes do tráfico na Casinhas, no bairro de Inhaúma, foi detido pela polícia no morro dos Mineiros, no Complexo do Alemão. O traficante foi entregue por seu pai Ivanildo Dias Trindade. "É melhor entregar ele vivo do que morto", disse seu pai.
Carlos Augusto, 31, conhecido como Pingo, já tinha mandado de prisão preventiva por tráfico de drogas e era procurado pelos policiais da 44ª DP. Ele estava tentando se esconder pendurado na janela de uma casa quando foi preso. Ele estava desarmado.
As equipes que estão no Conjunto de Favelas do Alemão,  se surpreenderam (por volta das 15h deste domingo) com a atitude do pai de entregar filho para as forças de segurança. "Um dia ele ia ter que pagar", disse Ivanildo.
"Agradeço por ele ainda estar vivo. Pelo menos agora ele vai ter paz", afirmou o pai aos policiais. Perguntado pelos repórteres se sentia medo, Ivanildo respondeu: "Quem não tem?"
Vários suspeitos já foram detidos no Complexo do Alemão. A maioria deles estava na favela da Grota, onde se concentravam muitos dos criminosos. Os detidos estavam sem documentos e alguns não sabiam dizer onde moravam. Em meio à ação, moradoras da região criticaram alguns membros das forças de segurança.

Traficantes estariam fazendo moradores de reféns

Foto: Internet
Traficantes teriam se invadido as casas de moradores inocentes para evitar confronto com as forças de segurança no Complexo do Alemão A afirmação é do capitão Ivan Blaz, do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar fluminense). Ele disse também que a rede de galerias pluviais estariam sendo utilizadas como esconderijo. O capitão do Bope ressaltou também que há famílias feitas reféns por traficantes no interior do Complexo do Alemão e disse que a polícia está vasculhando todas as ruas para prender os criminosos. “Como não houve confronto, os marginais covardemente não cumpriram o que falaram durante a semana”, afirmou.
“Os marginais não tiveram a coragem de por em prática as ameaças feitas durante a semana e agora se escondem covardemente nas casas, fazendo moradores de reféns. Vamos pegá-los custe o que custar, afirmou o capitão.
O capitão afirmou inicialmente que bandidos poderiam estar se escondendo na rede de esgotos, mas a Cedae, companhia do ramo no Rio de Janeiro, informou que não há esse serviço no Complexo do Alemão, e sim o de galerias de águas pluviais.

Suspeitos ficam detidos em ônibus da PM

 Foto: Marcelo Piu
O movimento de carros de polícia e de blindados segue intenso, mesmo após a Estrada do Itararé ter sido liberada para o tráfego de veículos. A todo momento equipes da Polícia Civil e Militar descem da comunidade trazendo pessoas, com drogas e armas apreendidas.
Os detidos estão sendo levados para um ônibus da PM estacionado próximo ao acesso da Favela da Grota. Um dos presos seria um dos gerentes do tráfico do Morro da Fé. Com ele a polícia encontrou uma farda do Exército e drogas. No ônibus da PM existem outras 10 pessoas presas para averiguação.

Criminosos presos quando tentavam fugir por bueiros


 Foto: Domingos Peixoto
Oito criminosos detidos foram encontrados sujos tentando fugir da Favela da Grota pelos bueiros das ruas, após a ocupação no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio,.
O relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, afirmou por volta das 11h25 que chefes do tráfico no Alemão, já se entregaram à polícia. O número e o nome dos suspeitos, no entanto, ainda não foi divulgado.
"A varredura no Alemão pode durar dias. Isso porque acreditamos que existam ali 5 mil moradias e cerca de 200 criminosos continuam ali dentro", diz o coronel Lima Castro.
Pouco antes disso, a polícia chegou à mansão do traficante conhecido como “Pezão”, que seria o chefe de tráfico do Alemão. O imóvel estava vazio. Segundo o delegado Marcos Vinícius Braga, trata-se de um imóvel triplex, com hidromassagem, discoteca, ar-condicionado em todos os cômodos, assim como TV de LCD.

Policiais vão vasculhar mais de 30 mil casas no Alemão

Os blindados passaram por várias barricadas montadas pelo tráfico durante a invasão. Muitas apreensões foram feitas, cerca de seis toneladas de maconha e grande quantidade de armas.
Segundo o relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, o momento é de fazer a varredura do terreno. "É um trabalho minucioso, que requer paciência. São cerca de 30 mil residências, 100 mil moradores", afirmou o coronel Lima Castro.
A preocupação, segundo o coronel, é com os moradores, já que há possibilidade dos riminosos estarem escondidos em casas da comunidade. "Eles (criminosos) são muito covardes, estão acuados. Nesse momento é cada um por si. Então podem fazer pessoas reféns, se esconder em casas de moradores", considerou o coronel Lima Castro.
"Por isso peço cautela aos moradores", disse o relações públicas da PM. "Permaneçam em suas casas e, se saírem, não carreguem nada nas mãos para que não sejam confundidos com os criminosos", alertou o coronel.
"Nossa obrigação é proteger a nossa vida e a dos moradores", concluiu Lima Castro.

PM garante que se alguém conseguiu fugir deixou tudo pelo caminho


Foto: Felipe Dana\AP
O coronel Henrique Lima Castro, relações públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, afirmou que "se alguém conseguiu sair, isso é o de menos", durante a operação de invasão no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte da capital, na manhã deste domingo. 
De acordo com ele, é possível que bandidos tenham fugido, mas deixaram muita coisa para trás. "Tem muita arma largada e já apreendemos cerca de 300 motos. É uma luta inglória para eles", acrescentou.
Logo cedo o relações públicas informou que os traficantes "não têm a mínima chance de sair do complexo [do Alemão] porque está tudo tomado".
A operação policial iniciada nesta manhã conta com a participação de cerca de dois mil homens das polícias militar, civil e federal, além de soldados do Exército e da Marinha. Também atuam no Complexo do Alemão mais de 15 blindados da Marinha e 12 da PM.
"A ordem é vasculhar casa por casa, beco por beco, buraco por buraco", disse o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte.
A Cruz Vermelha do Brasil mobilizou 50 voluntários socorristas para auxiliar no atendimento a eventuais feridos durante a ocupação.

Polícia estranha a falta de resistência dos bandidos

Foto: Anderson Ramos/Terra
As forças de segurança não encontraram resistência até agora e estranham a ausência de combate dos narcotraficantes na zona norte da capital fluminense.
No sábado (dia 27), a polícia deu ultimato aos criminosos para que eles rendessem dentro do complexo de dez favelas. Nenhum deles o fez. Estimava-se que cerca de 600 suspeitos estariam no local.
“A situação está preocupantemente tranquila demais”, afirmou o delegado Marcos Vinicius Braga. “Não é normal um estado de tranquilidade desse no Complexo do Alemão”, disse, sem especular o que teria acontecido para a falta de embate.
Segundo o delegado, não há registro de mortos ou feridos na favela e a polícia está encontrando poucos moradores nas casas.

Casa por casa será revistada no Complexo do Alemão, segundo comando da PM


Foto: Internet
Após a tomada do Complexo do Alemão, onde criminosos se concentravam, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mário Sérgio Duarte, admitiu que a parte mais sensível da ação deste domingo (dia 28) será a varredura de casa em casa para encontrar traficantes. Depois quase duas horas de operação, não havia relatos de presos nem de feridos e mortos.
“Já entramos, a posição já está tomada. Agora é uma questão de paciência e de muito cuidado", afirmou ele. "Agora é o trabalho de paciência. Apenas conquistamos o terreno. O trabalho mais pensativo vem agora", disse o homem que coordena uma operação que envolve as polícias Militar, Civil, Federal e Forças Armadas.
"Não vai ter um lugar deste complexo que não vá ser verificado. Temos todas as suspeitas do mundo de que há muita gente aí daqueles que quiseram fugir. Até o momento eles preferiram fugir do combate. O que não significa que eles não estejam preparando posições para uma armadilha para as nossas tropas."
Os policiais trabalham com suspeita de que os criminosos estão armados também com dinamite, roubada de uma pedreira da região. Há barricadas e buracos de óleo diesel, para fazer cortina de fumaça contra as forças de segurança.

Foto: Sergio Moraes\Reuters
Os tanques militares já estão totalmente dentro do complexo.
O comandante afirmou ainda que as informações das forças de segurança ainda não chegaram em grande número, mas garantiu que já foram apreendidas armadas e munições, inclusive balas de metralhadora ponto 50, que, em tese, é usado pela Marinha. Por causa do risco, o objetivo das tropas é estacionar em alguma posição dentro do morro para posicionar o batalhão e fazer a varredura na região.

População do Complexo do Alemão vibra com a invasão


Foto: Internet
Um comboio de quatro ou cinco caminhões do Batalhão de Operações Especiais (Bope) gritando palavras de guerra, com o punho para cima, em direção à Favela da Grota. Muitos moradores da comunidade vibraram e gritaram o seguinte: "Agora, Bicho vai pegar !".
Dezenas de curiosos estão observando e filmando com câmeras de celulares a ação da Polícia. Algumas pessoas estão com medo de voltar para suas casas então estão na entrada da favela aguardando um momento de mais tranquilidade para poder entrar.
Um morador de 26 anosa que trabalha à noite e não conseguiu voltar para casa, localizada a poucos metros da Estrada do Itararé. "Cheguei às 6 horas da manhã e não consegui subir. Estou preocupado com meus pais e minha filha de sete anos que estão em casa, lá dentro. E minha família fica me ligando no celular, preocupada comigo aqui embaixo. De qualquer maneira, estou muito feliz pela ação eficaz da polícia e espero que nunca mais o Complexo do Alemão tenha problemas deste tipo" disse ele, que espera um momento mais tranquilo para entrar em casa.

Comandante da PM afirma que Complexo do Alemão está ocupado

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Foto: Luiza Reis
Em entrevistra à TV Globo agora a pouco, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou que o Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, está ocupado. Ressaltou que "as aeronaves da Polícia Civil fizeram voos razantes e nos deram cobertura de fogo. Tivemos o apoio mais a distância das aeronaves da Força Aérea, os blindados fizeram o seu papel. A infantaria. Vencemos... vencemos. Trouxemos a liberdade para a população do Alemão. Agora é trabalho de busca, procura, prisões e apreensões. Menos resistência".
O diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Rodrigo de Oliveira, que está à frente de uma equipe na invasão do Complexo do Alemão, afirmou, por volta das 9 horas deste domingo (dia 28), que foi com êxito a retomada do território. “É importante ressaltar que o estado está dentro do Complexo do Alemão. Nós assumimos o complexo e jamais vamos entregar de volta aos criminosos”, ressaltou.
Foto: Internet
 O delegado disse ainda que a equipe dele está na localidade do Areal, considerada por ele como o “centro nervoso” do Complexo do Alemão. “Com o apoio do nosso helicóptero, chegamos e tomamos muito rápido o Areal”, contou ele. “Temos muitos objetivos para verificar, para tentar prender criminosos e apreender armas e drogas. A operação está só começando”, acrescentou.
Oliveira disse que os moradores estão dentro das casas, abrigados e que não há informações de feridos. “O complexo parece uma cidade deserta. Não tem ninguém nas ruas.”, contou. “Nenhum criminoso se entregou até agora, mas estamos à disposição caso isso ocorra: é só colocar a arma no alto e começar a se entregar”, concluiu.

Complexo do Alemão foi invadido agora pela manhã


Sergio Moraes\Reuters
Aproximadamente por volta das 8 horas da manhã deste domingo, policiais militares, federais e civis invadiram o Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio de Janeiro. A movimentação é grande, veículos blindados e um helicóptero estão no morro da Grota, que faz parte do complexo. 
Por volta das 7 horas da manhã houve troca de tiros, que durou cerca de dez minutos, e o tiroteio recomeçou às 7h58, quando os policiais iniciaram a invasão.
Lá pela volta das 8h40, veículos blindados cedidos pela Marinha e o efetivo do Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) também subiram o morro.
Ontem (sábado), a Polícia Militar definiu o morro da Grota como o local onde os traficantes que fugiram da Vila Cruzeiro pudessem se entregar.  
O tráfico emprega na cidade do Rio de Janeiro cerca de 16 mil pessoas, vende mais de cem toneladas de droga e arrecada R$ 633 milhões por ano, segundo estudo que dimensionou essa economia subterrânea.