O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar nos próximos dias o habeas corpus que vai decidir sobre a liberdade do médico Roger Abdelmassih, condenado nesta terça (23) a uma pena de 278 anos de reclusão em regime inicial fechado. Ele responde ao processo solto, protegido por uma liminar do então presidente da Corte. A sentença foi proferida ontem pela juíza da 16ª Vara Criminal de São Paulo.
Abdelmassih foi acusado por 56 estupros contra 39 pacientes, cometidos, segundo denúncia do Ministério Público, entre 1995 e 2008, nas dependências de sua clínica de reprodução humana, na capital paulista. Mas a sentença o absolve por alguns desses crimes, em razão das alterações do Código Penal e na Lei de Crimes Hediondos com relação ao atentado violento ao pudor.
O advogado do médico vai recorrer da decisão. A defesa já apresentou três pedidos de adiamento do julgamento do habeas corpus pelo Supremo, além de requerer ser comunicada com antecedência sobre a data. O habeas corpus já está nas mãos da relatora que deve levá-lo a julgamento na 2ª Turma, formada por cinco ministros. A Procuradoria Geral da República apresentou parecer contra a liberdade do réu.
Se o Supremo revogar o habeas corpus, Abdelmassih deve começar a cumprir a pena preso. Segundo a denúncia, as pacientes do 'médico monstro', que passaram por tratamento de infertilidade em sua clínica, foram beijadas à força e tiveram partes íntimas do corpo tocadas. Os supostos ataques teriam ocorrido enquanto as pacientes estavam sedadas ou voltando da sedação.




