As novas imagens divulgadas mostram inicialmente um agressor dando chutes repetidamente em uma vítima. Depois, outros colegas chegam e batem conjuntamente no rapaz. Por fim, a gravação exibe pedestres arrastando a pessoa no chão, já desacordada, provavelmente tentando levá-la para o meio da calçada, longe da passagem de carros.
As vítimas mostradas são dois jovens um de 19 e outro de 20 anos. Em depoimento no 5º Distrito Policial (Aclimação), ambos relataram ter passado momentos de pânico.
Negando serem homossexuais, eles contaram à polícia que estavam esperando um táxi por volta das 6h30, perto da estação Brigadeiro do Metrô, quando viram os agressores caminhando, sem demonstrar nenhuma anormalidade, segundo o delegado-assistente..
Ao se aproximar, o grupo apontado pela polícia como homofóbico teria chamado as vítimas de "bicha" e insinuado que eram "namorados". Vale ressaltar mais uma vez que os agressores são jovens de classe média e a maioria menor de idade.
Sem intervalo, como foi dito no depoimento, ambos continuaram sendo atingidos por chutes e socos. Assustado, uma das vítimas correu até a estação do Metrô. De lá, momentos depois, ligou para o amigo, usando um telefone celular. O aparelho recebeu a chamada no bolso o rapaz estava no chão, desmaiado.
Foi um pedestre desconhecido, ouvindo o toque, que enfiou a mão no bolso da vítima e atendeu a ligação, informando que o mesmo estava desacordado. Ainda dentro da entrada da estação, uma das vítimas ligou para o pai do amigo. Minutos depois, o socorro chegou. Os responsáveis pelo ataque já tinham deixado o local.
Tentativa de homicídio
O depoimento serviu para reforçar a tese defendida pela polícia de que o ato não foi uma simples agressão, mas uma tentativa de homicídio, crime cuja pena pode ir até 14 anos de prisão. Os agressores também devem responder por lesão corporal e roubo, já que o primeiro alvo dos rapazes, um guardador de carro, disse ter ficado sem a carteira após ser atacado.
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