quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Polícia divulga novas imagens de agressões na Paulista

A Polícia Civil de São Paulo divulgou no começo da noite de ontem (terça-feira-dia 23) novas imagens sobre as agressões supostamente homofóbicas de um grupo de jovens na avenida Paulista no último dia 14. As cenas mostram um ataque registrado por volta das 6h30, portanto, antes da outra ação que também foi gravada por câmeras de segurança, cujo conteúdo foi divulgado pela imprensa na semana passada. No total, já são cinco possíveis vítimas, em quatro ocorrências distintas.
As novas imagens divulgadas mostram inicialmente um agressor dando chutes repetidamente em uma vítima. Depois, outros colegas chegam e batem conjuntamente no rapaz. Por fim, a gravação exibe pedestres arrastando a pessoa no chão, já desacordada, provavelmente tentando levá-la para o meio da calçada, longe da passagem de carros.
As vítimas mostradas são dois jovens um de 19 e outro de 20 anos.  Em depoimento no 5º Distrito Policial (Aclimação), ambos relataram ter passado momentos de pânico.
Negando serem homossexuais, eles contaram à polícia que estavam esperando um táxi por volta das 6h30, perto da estação Brigadeiro do Metrô, quando viram os agressores caminhando, sem demonstrar nenhuma anormalidade, segundo o delegado-assistente..
Ao se aproximar, o grupo apontado pela polícia como homofóbico teria chamado as vítimas de "bicha" e insinuado que eram "namorados". Vale ressaltar mais uma vez que os agressores são jovens de classe média e a maioria menor de idade.
Sem intervalo, como foi dito no depoimento, ambos continuaram sendo atingidos por chutes e socos. Assustado, uma das vítimas correu até a estação do Metrô. De lá, momentos depois, ligou para o amigo, usando um telefone celular. O aparelho recebeu a chamada no bolso o rapaz estava no chão, desmaiado.
Foi um pedestre desconhecido, ouvindo o toque, que enfiou a mão no bolso da vítima e atendeu a ligação, informando que o mesmo estava desacordado. Ainda dentro da entrada da estação, uma das vítimas ligou para o pai do amigo. Minutos depois, o socorro chegou. Os responsáveis pelo ataque já tinham deixado o local.

Tentativa de homicídio
O depoimento serviu para reforçar a tese defendida pela polícia de que o ato não foi uma simples agressão, mas uma tentativa de homicídio, crime cuja pena pode ir até 14 anos de prisão. Os agressores também devem responder por lesão corporal e roubo, já que o primeiro alvo dos rapazes, um guardador de carro, disse ter ficado sem a carteira após ser atacado.


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