| Foto: Internet |
A Unidade de Polícia Pacificadora dos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, vai contar com um efetivo de 2.300 homens e, além da sede da UPP, terá pelo menos 30 pontos avançados. A informação foi confirmada pelo coronel Robson Rodrigues, à frente do comando das UPPs.
Segundo o oficial, as comunidades da região estão entre as 40 favelas mapeadas pela Secretaria de Segurança Pública, que deverão receber UPPs até dezembro de 2014. Entre as informações levantadas, há a quantidade de acessos e rotas de fuga: 47 no Alemão e 37 na Vila Cruzeiro.
A PM estima que haja pelo menos 30 localidades nos dois complexos: 21 no Alemão e nove na Vila Cruzeiro. Robson Rodrigues disse que existem alguns critérios para a definição de efetivo e de postos avançados. "Os critérios técnicos para a instalação de uma UPP são a capacidade de violência letal, domínio de território, armamento de guerra e dificuldade da polícia em entrar no local. Mas além disso, há critérios mais subjetivos, como aceitação dos moradores do trabalho da polícia e da presença de traficantes. No Alemão, a aceitação superou as nossas expectativas".
Até o fim de 2014, a expectativa é de haja 40 UPPs no Estado, com um efetivo de 12 mil policiais militares, com benefícios para 165 comunidades. O oficial disse não ter a ilusão de que a UPP do Alemão e da Penha vai acabar com o tráfico de drogas.
"Quem disser que vai acabar com o tráfico é um mentiroso. Enquanto houver procura por drogas, vai ter gente para vender. Vamos acabar é com o domínio territorial imposto pelo fuzil. No Complexo do Alemão há uma situação semelhante à da Cidade de Deus, onde há um consumo interno grande e muitos dependentes químicos".
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