Novos dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde mostram que, entre jovens de 13 a 19 anos, existem dez mulheres vivendo com o HIV para cada oito homens soropositivos. Essa é a única faixa etária em que a prevalência é maior entre as mulheres. Se considerada a população geral, eles são maioria. Apesar desses números, a incidência da doença entre os jovens de 13 a 24 anos caiu na última década. Em 1999, a cada 100 mil pessoas, havia 39,8 com Aids. Em 2009, esse número passou para 37.
Já entre a população geral, os números do Ministério da Saúde mostram que, embora os homens ainda sejam a maioria, a diferença para as mulheres vem caindo. Em 1980, quando os dados começaram a ser coletados, para cada mulher portadora de HIV no país, existiam seis homens infectados. Em 2009, essa relação caiu: para cada mulher, são 1,6 homens com a doença.
No número de casos acumulados nesses 30 anos, os homens também são a maioria. De 1980 a 2009, foram registrados 385.818 homens com a doença, ante 207.080 mulheres. Do total de 590.898, eles representam 65,1%, enquanto elas são 34,9%.
Os dados do Ministério mostram ainda que os homens gays ou bissexuais concentram o maior número de casos.
De 1980 a junho de 2010, entre homens com mais de 13 anos infectados, 31,6% faziam sexo com outros homens. Os heterossexuais são 30,5%. Os que contraíram a doença por uso de drogas injetáveis somavam 17,2% do total.
Já entre as mulheres, que quase não contraem o vírus em relações homossexuais, a porcentagem por infecção via seringas é de 7,3%. Outras 87,5% se declaram heterossexuais e contraíram a doença com homens.
O diretor de combate a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) do Ministério da Saúde ressaltou que os dados podem causar confusão e discriminação. "Grupo de risco não existe, nem comportamento [de risco]. Existe situação de risco: sexo não protegido com pessoas com a qual nem você nem ela sabem a sorologia, e compartilhamento de seringa infectada. Todos nós, com vida sexual ativa, temos situação de risco. Pode ser que algumas situações sejam mais vulneráveis. Aumenta o número de parceiros, aumento o risco de contato com o HIV".
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