quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Operação 'Capa Preta' desmonta quadrilha de milicianos na Baixada Fluminense!!!

A operação Capa Preta desmontou uma quadrilha de milicianos que atuava no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desde 2007. Ela é formada por dois vereadores, sendo um deles um policial militar reformado, 13 policiais militares, quatro ex-PMs, um comissário de Polícia Civil, um sargento do Exército, um sargento da Marinha e um ex-fuzileiro naval.
Outras duas pessoas foram presas em flagrante com munição e armas com numeração raspada e de procedência irregular, segundo o delegado Alexandre Capote, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Dos 34 mandados de prisão, policiais da Draco já prenderam 25 pessoas. Outras nove ainda são procuradas. Na ação, também foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão, inclusive em gabinetes dos vereadores envolvidos da Câmara municipal de Caxias.
A prisão dos suspeitos de pertencer à milícia foi considerada um marco pelo subsecretário operacional da Polícia Civil Rodrigo Oliveira. Não só pelo fato de o grupo ser bem estruturado e agir desde 2007, mas principalmente por mostrar que não há diferença entre milicianos e traficantes.
Segundo a polícia, o grupo de milicianos preso ontem negociava armas com traficantes do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Segundo a polícia, a quadrilha é chefiada por dois vereadores e o filho de um deles. Um dos vereadores estava em casa, quando os agentes chegaram. O filho dele, um policial militar recém-formado, também foi preso no local.
Em Gramacho, também em Caxias, os agentes foram na casa de outro filho do vereador, também preso na ação. De acordo com as investigações, o outro político também tinha posição de chefia na organização criminosa, que, de acordo com a polícia, é a milícia mais antiga da região e atua em oito bairros da cidade.
Além da venda de armas, o grupo é acusado de homicídios, torturas, ameaças, exploração de moradores e de instalar sinais clandestinos de internet e TV a cabo. Os acusados negam os crimes.
Os presos vão responder por formação de quadrilha armada, que tem pena de até 12 anos de prisão. Os três líderes do grupo vão responder também por extorsão, cuja pena varia de 4 a dez anos de prisão.

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