sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Acusados de matar Mércia já aparecem como procurados no site oficial da Polícia Civil de São Paulo

Foto de Mizael em site da Polícia Civil de
São Paulo (Foto: Reprodução/Policia Civil)
Acusados de matar Mércia Nakashima, Mizael Bispo de Souza e Evandro Bezerra Silva já constam como procurados no site oficial da Polícia Civil de São Paulo. As fotos do advogado e do vigia estão na página da corporação na internet. Na tarde de terça-feira (dia 7) os dois tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas desde então não foram mais encontrados e passaram a ser procurados.
Na sua sentença, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano também determinou que os dois réus sejam levados a júri popular pelo assassinato da advogada. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público. No entender do juiz, há “indícios suficientes de autoria” de Mizael e Evandro no assassinato de Mércia, que são “evidenciados pelas provas oral e documental”. O magistrado relacionou, em sua decisão, ao menos 12 indícios da participação deles no crime.
De acordo com o promotor Rodrigo Merli Antunes, os acusados também constrangeram testemunhas e tentaram forjar provas. As defesas dos acusados devem entrar com recursos na próxima semana no Tribunal de Justiça de São Paulo contra a pronúncia dos réus e a decretação da prisão.
Não é a primeira vez que Mizael e Evandro têm a prisão decretada pela Justiça. O mesmo juiz chegou a determinar a preventiva deles em 3 de agosto.
O advogado chegou a fugir e depois conseguiu a liberdade por conta de um habeas corpus do TJ-SP. O vigia chegou a ser preso em 9 de julho, quando afirmou que Mizael matou Mércia por ciúmes e falou que o ajudou a fugir da represa. Os desembargadores revogaram a prisão de Evandro em 9 de agosto.
Os acusados são procurados desde a tarde de terça-feira (dia 7) pela Polícia Civil de São Paulo. Na sua página oficial, consta que o interesse em prender Mizael e Evandro é da Divisão de Capturas e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O delegado Antonio de Olim, DHPP, chegou a acionar também a Polícia Federal para ajudar a tentar prender os réus. Segundo Olim, o objetivo da PF será o de vigiar aeroportos e fronteiras para impedir qualquer fuga do Brasil. O delegado também declarou que vai prender quem ajudar os acusados de matar Mércia a fugir. De acordo com ele, além de Mizael, Evandro também estaria escondido em Guarulhos.
Hoje em entrevista por e-mail intermediada por sua defesa, Mizael lamenta não poder sair de seu esconderijo para participar da formatura escolar da filha mais nova em Guarulhos, na Grande São Paulo. O advogado e policial militar reformado também voltou a alegar inocência.
Os advogados de Mizael, confirmam que ele não vai se apresentar à polícia. Na próxima semana, os defensores do réu pretendem impetrar dois recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo. Um contra a decretação da prisão, pedindo que o acusado responda ao crime em liberdade. O outro vai contestar a sentença de pronúncia do juiz que determinou que o ex-namorado de Mércia seja levado a julgamento popular.
De acordo com Samir Haddad Júnior, outro advogado de Mizael, seu cliente está escondido na casa de pessoas conhecidas em Guarulhos. Mizael tem 40 anos, é advogado, policial militar reformado, ex-namorado e ex-sócio de Mércia.
Ele é apontado como o mentor do crime. Foi acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público, ele matou a advogada por ciúmes, já que não aceitava o fim do relacionamento.
O vigilante também teve a prisão preventiva decretada e foi mandado a júri, acusado de envolvimento na morte de Mércia. Evandro está foragido, mas quando falou à Justiça negou o crime.
Evandro, 39 anos, trabalhava como vigilante em feiras livres para Mizael, e teria ajudado o advogado a cometer o assassinato. Ele responde por homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. De acordo com o promotor Rodrigo Merli Antunes, o vigia foi denunciado como partícipe porque sabia das intenções homicidas de Mizael e aceitou colaborar com a prática do crime.

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