A Justiça determinou na semana passada a internação provisória dos quatro menores suspeitos em uma das unidades da Fundação Casa. Uma audiência está marcada para o próximo dia 9 de dezembro que será decidido se os menores serão absolvidos ou continuarão internados. O tempo máximo que eles poderão ficar, no caso de uma sentença condenatória, são três anos. A motivação dos crimes seria homofobia.
O único 'jovem' com mais de 18 anos do grupo teve a prisão preventiva pedida pela polícia na sexta-feira (dia 26). O pedido foi enviado nesta segunda-feira para ser analisado pela Justiça.
O advogado do mesmo deve entrar nos próximos dias com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para que seu cliente responda a acusação em liberdade.
A alegação para que o adolescente responda em liberdade seria que ele tem bons antecedentes, residência fixa e nunca havia se envolvido em problemas antes.
A decretação da internação dos adolescentes ocorreu na terça-feira (23) após pedido feito pela Promotoria da Infância e Juventude baseado nas imagens do circuito de monitoramento de câmeras de prédios na região da Avenida Paulista.
Oficiais de Justiça seguiram então com os mandados de busca e apreensão às residências dos menores suspeitos das agressões. O primeiro adolescente se entregou na quinta-feira (dia 25). Outros dois se apresentaram na sexta-feira (dia 26).
Ainda na última sexta-feira, o 5º Distrito Policial, na Aclimação, concluiu um dos dois inquéritos sobre o caso e indiciou Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, e responsabilizou os quatro menores por tentativa de homicídio contra quatro vítimas e formação de quadrilha. O outro inquérito, que apura uma suposta vítima de roubo e agressão que teriam sido praticadas pelo mesmo grupo de jovens, ainda não foi concluído. Nele, aparece uma vítima, um lavador de carros.
No relatório do primeiro inquérito, os delegados José Matallo Neto e Renato Felisoni pediram à Justiça e ao Ministério Público a prisão preventiva de Jonathan. O pedido está sendo analisado pelo juiz e pelo promotor do caso.
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