O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro informou que escutas telefônicas com autorização judicial flagraram duas advogadas dos traficantes Marcinho VP e Elias Maluco conversando sobre os ataques na região metropolitana do Rio na última quarta-feira (dia 24).
As duas advogadas, além de um outro profissional e os próprios traficantes foram denunciados pela Promotoria acusados de ordenar os atentados. A Justiça fluminense aceitou a proposta. Todos respondem pelo crime de associação para o tráfico.
Os três representantes dos bandidos tiveram a prisão decretada mas continuam foragidos. Segundo a denúncia, os advogados auxiliaram os traficantes presos a se comunicarem com a quadrilha através de bilhetes e recados. Eles começaram a orientação para os ataques a partir do último dia 20 e sugeriram a queima, com material inflamável e explosivo, de veículos públicos e privados e de estabelecimentos comerciais.
Os advogados tinham livre acesso às dependências da penitenciária federal de Catanduvas (PR) e mantinham conversas sigilosas e regulares com os presos.
A denúncia cita também que os três advogados infringiram normas éticas do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Os dois traficantes já cumprem pena por outros crimes e poderão ter aumento de seis a 20 anos de prisão. Caso condenados, os advogados poderão cumprir pena de 5 a 16 anos de prisão.
Uma das profissionais mantinha um relacionamento amoroso com Marcinho VP e o outro era presidente de uma associação de moradores do Complexo do Alemão.
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