segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Presidente do BC será substituído no governo Dilma

Uma fonte próxima ao futuro governo informou nesta segunda-feira (dia 22) que a presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu não manter Henrique Meirelles no comando do Banco Central. Com isso acabaram as especulações em torno da permanência ou não de Meirelles como presidente do Banco Central (BC) e aumentaram as expectativas de que Guido Mantega fora convidado (e teria aceitado...), a continuar à frente do Ministério da Fazenda
A permanência de Meirelles no cargo era defendida pelos participantes do mercado financeiro como contraponto ao ministro da Fazenda e a uma política fiscal menos rigorosa. A fonte informou que ainda não foi definido o substituto. A assessoria do BC afirmou que o banco "não comenta" reportagens com fontes anônimas.
Com a saída de Meirelles há possibilidade de que abra mais espaço para uma política monetária mais flexivel, que permita a queda da taxa de juros, que está entre as mais altas do mundo.
Jornais publicaram que Meirelles não continuaria no cargo a menos que Dilma pudesse garantir a autonomia do BC. Na última sexta-feira (dia 19), Meirelles procurou abafar eventuais 'ruídos' de comunicação no governo, afirmando que "não haviam condições impostas".
O atual presidente do BC acrescentou ainda que "a presidente eleita Dilma expressou total apoio à autonomia do Banco Central durante a campanha eleitoral".
Mas no fim de semana e nesta segunda-feira, as notícias publicadas na imprensa foram outras e mostravam que Dilma teria se irritado com as supostas condições apresentadas por Meirelles para permanecer no cargo.
Segundo uma fonte da Agência de Notícias Reuters, a questão da autonomia do BC está fora de discussão, acrescentando ainda que a presidente eleita Dilma será "responsável" pela política monetária de seu governo.
Meirelles foi o presidente do BC que mais tempo ficou no cargo, estava desde janeiro de 2003. Sua atuação no combate à inflação sempre foi elogiada e seu papel no governo Lula ganhou ainda mais destaque na coordenação, junto com Mantega, no combate aos efeitos da crise financeira global.
Entre muitos nomes, o mais cotado para assumir a presidência do BC é o do diretor de Normas do banco, Alexandre Tombini.

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