Dos 800 militares que estão no Rio de Janeiro, 60% integraram a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. A missão do grupo, da Brigada de Infantaria Paraquedista, é atuar nos acessos ao complexo de favelas do alemão e ficarão distribuídos em cerca de 40 pontos. Não há previsão de que a tropa faça incursões nas favelas, porém tem ordem para revidar, caso traficantes ataquem, afirmou o general Adriano Pereira Júnior, Comandante Militar do Leste. A Secretaria de Segurança requisitou ao Ministério da Justiça o apoio de tropas experientes que estivessem baseadas no Rio de Janeiro.
Os militares atuarão acompanhados de pelo menos um policial civil, militar ou federal, agentes que têm poder de polícia judiciária e farão a abordagem de pedestres e motoristas. A intenção é que se evite questionamentos a respeito da legalidade da ação do Exército.
Além da tropa, a Marinha fornecerá 10 blindados que se locomovem sobre esteiras, os veículos do Exército no Rio não têm essas "lagartas".
A Aeronáutica fornecerá três helicópteros, dois deles do tipo H-34 e outro H-OH. Ambos os modelos têm metralhadoras nas laterais, mas só serão usadas em caso de ataque. Os helicópteros serão usados em missões de apoio e transporte, pois as aeronaves têm capacidade para levar entre 12 e 16 homens.
"A operação que segue tem grande risco. Esse não é o momento de contornar riscos, mas de enfrentá-los", resumiu o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Visivelmente abatido, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) referiu-se à atuação das Forças Armadas no Rio como um momento de "dimensão histórica".
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