terça-feira, 23 de novembro de 2010

Médico Roger Abdelmassih é condenado a mais de 200 anos de prisão

Médico condenado
a 278 anos de prisão
Um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do Brasil, o médico Roger Abdelmassih, foi preso no dia 17 de agosto de 2009 e teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça após cerca de 60 mulheres afirmarem ter sofrido crimes sexuais durante consultas. Através de um habeas corpus o mesmo permanece solto.
Porém, na tarde desta terça-feira o médico foi condenado a 278 anos de prisão. O acusado pretende recorrer da sentença, proferida por uma juíza, e assim continuar em liberdade.
Ex-clínica do 'médico' condenado
O caso foi denunciado pela primeira vez ao Ministério Público em abril de 2008, por uma ex-funcionária do médico. Posteriormente, diversas pacientes com idades entre 30 e 40 anos disseram ter sido molestadas por ele dentro da clínica.
O advogado que defende Abdelmassih disse respeitar a decisão da magistrada porém afirma que a mesma teria desprezado provas favoráveis que existiam no processo, como os 170 depoimentos prestados em favor de seu cliente feitos por ex-pacientes e por seus maridos, e que o médico sempre negou todas as acusações. Ele pretende recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo para reverter a decisão.
Pela lei brasileira o tempo máximo de detenção é de 30 anos, apesar do médico ter sido condenado a 278 anos de prisão
Uma das vítimas do 'médico/monstro'
As mulheres dizem que eram surpreendidas com investidas do médico sempre quando estavam sozinhas, sem o marido ou enfermeira presente, durante a entrevista médica ou nos quartos particulares de recuperação. Três ex-pacientes afirmaram ter sido molestadas após sedação.
Em agosto de 2008, Abdelmassih foi intimado pelo Ministério Público a depor, mas não compareceu. Mesmo assim, o órgão ofereceu denúncia à Justiça, recusada pela juíza que entendia que a investigação era atribuição exclusiva da polícia.
Um inquérito foi aberto pela polícia, mas desapareceu do Departamento de Inquéritos Policiais em novembro de 2008. Ele foi encontrado um mês depois, possibilitando o reinício das investigações.
Em junho do ano passado, Abdelmassih foi indiciado pela polícia. Na época, a defesa de Abdelmassih afirmou que ele teve seu direito de defesa cerceado e que a Polícia Civil descumpriu a determinação do Supremo.
Segundo um dos advogados do médico, na época a polícia antecipou o depoimento sem maiores explicações, antes que a defesa pudesse ter acesso às acusações.
Em agosto de 2009, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) abriu 51 processos éticos contra o médico. Os conselheiros do órgão avaliaram as denúncias como pertinentes e decidiram pela abertura dos processos. A pena máxima é a cassação do diploma.
Formalmente, Abdelmassih foi acusado de estupro contra 39 ex-pacientes, mas como algumas relataram mais de um crime, há 56 acusações contra ele. Desde que foi acusado pela primeira vez, Abdelmassih negou por diversas vezes ter praticado crimes sexuais contra ex-pacientes. Abdelmassih também chegou a afirmar que as mulheres que o acusam podem ter sofrido alucinações provocadas pelo anestésico propofol, usado durante o tratamento de fertilização in vitro. De acordo com ele, as pacientes poderiam "acordar e imaginar coisas".
Segundo sua defesa, o médico nunca fica sozinho com suas pacientes na clínica, estando sempre acompanhado por uma enfermeira.
Ah tá!?...

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