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O governador Sérgio Cabral (PMDB) disse nesta terça-feira (dia 30) que eventuais desvios de conduta de policiais durante a ocupação das comunidades Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão serão repreendidos. Moradores do Alemão relataram violência de policiais na operação, alguns afirmaram que televisões foram quebradas e casas, assaltadas.
"Vamos punir rigorosamente qualquer policial que se afaste da prática correta que a população está tanto louvando. Essa tem sido a conduta esmagadora da polícia. Aquele infeliz que não proceder assim, não vai manchar esses heróis que estão trabalhando com tanta dedicação", declarou Cabral. O governador assegurou que abusos não serão admitidos.
Ele lembrou que, antes da implementação da UPP, o Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) esteve presente durante quase 50 dias no morro dos Macacos neste ano; na Cidade de Deus, foram quatro meses de permanência do Bope. "Essa unidade de transição, ao invés do Bope, será a força de paz do ministério da Defesa", disse ele, referindo-se ao Alemão. O governador explicou que as elites da Polícia Militar e Polícia Civil continuarão fazendo o trabalho de "garimpo mais organizado", averiguando casa por casa a existência de drogas, armas, laboratórios do tráfico e mais bandidos escondidos.
"Assinei nesta manhã um documento solicitando tropas de paz para que possam fazer policiamento ostensivo. Isso não impede que a nossa polícia continue fazendo o trabalho investigativo de apuração dentro dos complexos da Penha e do Alemão", afirmou Cabral.
O governador informou que serão cedidos pelo Ministério da Defesa pelo menos dois mil militares. Cabral diz que confirmou por telefone com o ministro interino da Defesa, almirante Julio Moura, que o pedido será atendido.
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