sábado, 27 de novembro de 2010

Coordenador do AfroRegaae afirmou que não há interesse de confrontos de ambas os lados

O coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior, que esteve no Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, neste sábado (dia 27), para tentar negociar a rendição dos criminosos informou que falou com vários moradores e percebeu que não há interesse de novos confrontos nem por parte da polícia, nem dos criminosos.
"Ninguém tá com vontade de partir pra cima e a famosa marra (dos criminosos) eu não vi". Segundo ele, apesar disso, o clima é tenso. Para Júnior, a polícia está fazendo o seu trabalho e a expectativa é que tudo se resolva sem conflitos.
"Espero que isso se resolva da melhor maneira possível. Eu vim aqui para ouvir e conversei com muita gente", diz o coordenador que faz um trabalho social na região há 18 anos.
Júnior garante, ainda, que vários suspeitos já entregaram neste sábado. No Twitter, ele diz: "já há gente se entregando espontaneamente". E mais: "Tô com Pastor Rogério, Chechena, JB, Cristiano, Bororo e equipe. Viemos por livre e espontânea vontade. Todos os riscos são da nossa responsabilidade", escreveu.
O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar que também está no Alemão não confirmou a informação de rendição, publicada por José Júnior.
Em entrevista ao jornal O Globo na tarde deste sábado (dia 27), o chefe de Polícia Civil, explicou que uma suposta comissão de rendição pode ser uma estratégia de fuga dos chefes do tráfico. "Não pode deixar que o traficante se utilize de um cidadão bem intencionado para entregar traficantes de menor expressão enquanto os traficantes de maior expressão aproveitam para fugir", ressaltou.

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